sábado, 17 de janeiro de 2009

Bom, útil, bonito, é português

Ou não acontece muito, ou nós temos a infeliz tendência de valorizar mais o negativo do que o positivo. Mas esta notícia sim, merece realce! Por vários motivos: inventou-se em Portugal, já tem reconhecimento mundial, vai ser exportada, é uma criação de grande utilidade! Trata-se de uma garrafa de gás - «neta» da conhecida Pluma - que, além de mais leve do que as anteriores, o seu material pode arder e portanto não explode e não enferruja. Bom, útil, bonito, português, são adjectivos que não estamos habituados a ver reunidos.
Nomes a reter: Carlos Aguiar, o designer, a Universidade de Aveiro, onde decorreu a investigação.


Parabéns!

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Cidadania e Profissionalidade



"retirado da Net"

Cidadania e Profissionalidade
Espaço de partilha e reflexão

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

domingo, 4 de janeiro de 2009

AS LIÇÕES DE BÂTON

Jorge Fiel
http://dn.sapo.pt/2009/01/04/economia/as_licoes_indice_baton.html
Jornalista
O Índice do Bâton é um dos mais fiáveis barómetros financeiros para avaliar a intensidade de uma crise. É muito mais sexy que as curvas do PSI-20, PIB, produção industrial e confiança dos consumidores que, enfeitiçados pela força de gravidade, não cessam de mergulhar em direcção ao centro da Terra.
Este índice, baptizado pelo presidente da Estée Lauder, baseia-se na evidência estatística de que as vendas de cosméticos sobem em razão proporcional à queda do poder de compra dos consumidores, e mede a percepção que a metade mais instintiva da humanidade (as mulheres) tem da profundidade da crise.Em tempos de incerteza, por prudência ou absoluta falta de fundos, em vez de comprarem umas botas ou um vestido novo, as mulheres refugiam-se em artigos mais baratos, os cosméticos, que lhes permitem sentirem-se bonitas e atraentes. Pintar as unhas e os lábios fica muito mais barato do que comprar um casaco Max Mara - e não deixa de produzir o seu efeito.A seguir ao 11 de Setembro de 2001, as vendas de cosméticos duplicaram.
Foi a definitiva prova dos nove da fiabilidade do Índice do Bâton, que passou ser usado por jornais como o Financial Times, que acaba de agravar o pânico ao revelar que as vendas de cosméticos dispararam 40% nos últimos meses. O Índice do Bâton encerra uma lição de importância fulcral: em momentos de crise temos de manter um bom aspecto exterior e aparentar que tudo nos corre às mil maravilhas. Senão vejamos.
Encontra, na rua, um amigo com um ar desmazelado. Pergunta-lhe pela vida e apanha com um dramalhão: a mulher está a fazer "quimio" no IPO, o filho deixou os estudos, a sogra mudou-se lá para casa, e, como se isto não bastasse, ele ficou desempregado porque o sacana do chefe… É fatal como o destino que nunca mais vai atender o telemóvel deste chato, com medo que lhe vá pedir dinheiro ou um emprego. Como as pessoas fogem da desgraça e miséria, faz todo o sentido camuflá-las. É neste sentido prático de sobrevivência que se baseia a infalibilidade do Índice do Bâton.Não acho, por isso, pertinentes as críticas ao cheque-prenda de 2550 euros, para gastar na Fashion Clinic (representada pela Paula Amorim, a filha de Américo), que os membros do Governo ofereceram a Sócrates pelo Natal. Nestes tempos de crise e incerteza, temos toda a vantagem em que o nosso primeiro-ministro ande bem ataviado nos seus périplos por Caracas, Tripoli, Luanda e Bruxelas. Sócrates faz bem em não poupar na cosmética - vestindo bons fatos, aligeirando com palavras optimistas a retórica da crise, abonecando os relatórios dos bancos e arejando as máquinas dos empreiteiros.O problema é que tudo isso é importante, mas não passa de cosmética, de aparências que não conseguem enganar o Índice do Bâton. Para a economia portuguesa ultrapassar a crise, é vital diminuirmos o alarmante défice das transacções correntes. E para isso temos de seguir o conselho sábio de Daniel Bessa: "Precisamos como de pão para a boca de pôr dinheiro em coisas que exportem."